CRIO inicia terceiro ano com expansão de pesquisa e novas frentes de colaboração

O projeto CRIO entra em sua terceira fase reafirmando o compromisso com a pesquisa translacional em imuno-oncologia e celebrando a continuidade da parceria entre o Einstein Hospital Israelita, o A.C. Camargo Cancer Center, o Hospital Vila Santa Catarina e a farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK). O trabalho conjunto segue fortalecendo o intercâmbio de conhecimentos, o avanço em comunicação científica e a consolidação de resultados voltados à saúde pública.

por Carolina Frandsen

 

 

São Paulo, 27 de julho de 2025 – O Centro de Pesquisa em Imuno-Oncologia (CRIO), um esforço colaborativo de destaque na pesquisa do câncer no Brasil, celebra o início de seu terceiro ano de atividades, reafirmando seu compromisso com a pesquisa translacional em imuno-oncologia e a continuidade de sua parceria estratégica.

O CRIO é fruto de uma colaboração entre o Einstein Hospital Israelita, a GlaxoSmithKline (GSK) e conta com o apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), além da cooperação do A.C. Camargo Cancer Center e do Hospital Dr. Gilson de C. Marques de Carvalho – Vila Santa Catarina – unidade pública da cidade de São Paulo gerida pelo Einstein, que abriga o Centro de Alta Tecnologia em Diagnóstico e Intervenção Oncológica Bruno Covas.

Inaugurado em 2022, o CRIO tem a missão de descobrir e validar novos alvos imunorreguladores com potencial para avançar no tratamento e identificar biomarcadores em câncer, impactando globalmente a saúde e promovendo o desenvolvimento científico e a inovação no Brasil. A colaboração entre indústria e academia, como a do CRIO, acelera o desenvolvimento de novos produtos, processos e tecnologias, beneficiando diretamente os pacientes.

Novas frentes de colaboração

Nesta nova fase, o CRIO anuncia a ampliação de seu escopo de atuação. Anteriormente focado em cinco tipos de tumores – cólon, cervical, pulmão, ovário e cavidade oral –, o Centro agora incluirá também próstata, endométrio e mieloma múltiplo (MM), sendo este último o primeiro câncer hematológico a ser estudado pelo grupo. Com essa expansão, o CRIO passa a pesquisar oito tipos de câncer.

O CRIO desenvolve pesquisas para superar as limitações da imunoterapia, que, apesar de ser elegível em cerca de 40% dos casos, apresenta resposta efetiva em apenas aproximadamente 13% dos pacientes. “Buscamos descobrir moléculas, vias ou células como potenciais alvos terapêuticos para ativar uma resposta imune antitumoral e biomarcadores de resposta associados. Para isso, utilizamos abordagens multiômicas na descoberta de novos alvos e biomarcadores, buscando tratamentos imunoterápicos mais eficazes e personalizados”, explica o Dr. Kenneth Gollob, Chefe do Laboratório de Imuno-oncologia Translacional do Einstein e diretor do CRIO.

Parceria científica

A iniciativa do CRIO faz parte do programa Trust in Science da GSK, uma parceria público-privada que visa identificar novos alvos terapêuticos, estimular a descoberta de novos medicamentos e biomarcadores, e impulsionar os melhores resultados para os pacientes. Lançado no Brasil em 2011, o Trust in Science está focado em quatro países latino-americanos, tendo financiado 70 colaborações e 102 artigos científicos publicados até o momento.

Kevin Madauss, Diretor de Parcerias Estratégicas da GSK, destaca a importância da colaboração: “Acreditamos que parcerias como o CRIO são essenciais para acelerar descobertas científicas com alto potencial de impacto na vida dos pacientes. A expansão da atuação para novos tipos de câncer, incluindo o mieloma múltiplo, fortalece nosso compromisso com a inovação e com o avanço da ciência em benefício da saúde global”. Ele ressalta ainda que “o Brasil tem se consolidado como um polo estratégico para a ciência colaborativa, e iniciativas como o Trust in Science mostram o poder da união entre setor público e privado para transformar a saúde global”.

A nova etapa do CRIO também marca uma reorganização estratégica do consórcio, com ajustes que refletem a evolução natural de projetos colaborativos de longo prazo. O trabalho conjunto segue fortalecendo o intercâmbio de conhecimentos, o avanço em comunicação científica e a consolidação de resultados voltados à saúde pública.

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