O tratamento do melanoma em estágio III avançou bastante nos últimos anos, mas ainda assim muitos pacientes apresentam recaída da doença. Uma abordagem promissora é o uso de imunoterapia antes da cirurgia (chamada tratamento neoadjuvante), especialmente com bloqueadores de checkpoint imunológico (medicamentos que “liberam” o sistema imune para atacar o tumor). Esse tipo de tratamento pode agir sobre pequenas metástases já presentes, reduzir o tamanho do tumor antes da cirurgia e aumentar a resposta de células T específicas contra o câncer.
No entanto, nem todos os pacientes respondem bem a esse tratamento, o que mostra a importância de entender melhor os mecanismos do sistema imune envolvidos na falha terapêutica e de identificar marcadores que possam prever a resposta ao tratamento.
Neste estudo, foi realizada uma análise detalhada do perfil imunológico no sangue e no tumor de pacientes com melanoma avançado tratados com esses inibidores. Observou-se que níveis elevados das quimiocinas CTACK e CXCL9 antes do tratamento podem indicar maior chance de resposta ao tratamento.
Além disso, a presença da proteína CD95 em linfócitos T CD8+ (um tipo importante de célula que destrói células tumorais) esteve associada a melhor prognóstico. Por outro lado, a expressão de PD-1, CD161 e PD-L2 se correlacionou com piores desfechos clínicos.
Esses resultados ajudam a entender melhor a interação complexa entre o sistema imunológico e o melanoma durante o tratamento com imunoterapia neoadjuvante, além de contribuir para o desenvolvimento de estratégias mais personalizadas para os pacientes.
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