O câncer de pulmão é o segundo tipo de câncer mais comum no mundo e também o que mais causa mortes. Embora esteja frequentemente associado ao tabagismo, entre 10% e 25% dos casos acontecem em pessoas que nunca fumaram. Esse tipo de câncer, chamado de câncer de pulmão em não fumantes, parece estar aumentando nos últimos anos, mas ainda não se sabe exatamente por quê. Se fosse considerado separadamente, ele já seria a sétima principal causa de morte por câncer no mundo.
Esse tipo de tumor é mais frequente em mulheres e em pessoas mais jovens. Em geral, os pacientes têm um prognóstico melhor porque esses tumores costumam apresentar alterações genéticas específicas que podem ser tratadas com terapias-alvo, medicamentos desenvolvidos para agir diretamente nessas alterações.
Por outro lado, esses tumores costumam responder mal à imunoterapia com inibidores de checkpoint imunológico, um tratamento que estimula o sistema imunológico a atacar o câncer. Existem várias hipóteses para explicar essa baixa resposta. Entre elas estão o fato de esses tumores terem menos mutações — o que dificulta o reconhecimento pelo sistema imunológico —, a produção de substâncias que “desligam” a resposta imune e alterações no ambiente ao redor do tumor que impedem a ação eficiente das células de defesa.
Além disso, há preocupação com o uso da imunoterapia como primeiro tratamento nesses pacientes, porque alguns estudos relataram efeitos colaterais graves quando medicamentos-alvo são usados depois da imunoterapia.
Compreender melhor como o sistema imunológico reage a esses tumores é essencial para desenvolver tratamentos mais eficazes e seguros no futuro.
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